{"id":2237,"date":"2022-09-12T14:27:37","date_gmt":"2022-09-12T17:27:37","guid":{"rendered":"http:\/\/abracicon.org\/abracicon_saber\/a-sociedade-do-conhecimento-do-seculo-xxi\/"},"modified":"2023-05-31T22:05:21","modified_gmt":"2023-06-01T01:05:21","slug":"a-sociedade-do-conhecimento-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abracicon.org\/abracicon_saber\/a-sociedade-do-conhecimento-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"A Sociedade do Conhecimento do S\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<h2 id=\"\">Resumo<\/h2>\n<p id=\"\">A pesquisa busca trazer uma abordagem conceitual da teoria da Sociedade do Conhecimento, tamb\u00e9m conhecida como sociedade do intang\u00edvel. O objetivo geral deste estudo \u00e9 apresentar um referencial te\u00f3rico sobre a sociedade do conhecimento, dentro do termo intang\u00edvel no \u00e2mbito cont\u00e1bil.<\/p>\n<p id=\"\">Para atender ao objetivo geral, que \u00e9 apresentar um referencial te\u00f3rico sobre a sociedade do conhecimento, os objetivos espec\u00edficos foram desmembrados em: conceituar sociedade do conhecimento; abordar os principais conceitos ligados \u00e0 sociedade do conhecimento; discutir sobre a sociedade do intang\u00edvel e abordar sobre o trabalhador do conhecimento.<\/p>\n<p id=\"\">Quanto \u00e0 metodologia utilizada, \u00e9 uma abordagem qualitativa, do tipo b\u00e1sica e quanto aos procedimentos \u00e9 bibliogr\u00e1fico. Conclui-se que esta nova sociedade p\u00f3s-industrial, o homem n\u00e3o \u00e9 mais considerado \u201cum acess\u00f3rio\u201d das m\u00e1quinas na produ\u00e7\u00e3o, o capital n\u00e3o \u00e9 mais o centro, mas, sim, o conhecimento.<\/p>\n<p id=\"\">A chave \u00e9 o conhecimento humano, principalmente no que se refere ao conhecimento t\u00e1cito.<\/p>\n<p>\u200d<\/p>\n<h2 id=\"\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p id=\"\">Na era industrial, o homem era considerado um \u201cacess\u00f3rio\u201d para as m\u00e1quinas e equipamentos, o conhecimento humano era parcial e, n\u00e3o, hol\u00edstico, e os movimentos eram repetitivos, o que, com o passar do tempo, provocou um aumento de (Dist\u00farbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dorts) (SANTO; TADEUCCI, 2012).<\/p>\n<p id=\"\">A cobran\u00e7a com o foco na quantidade produzida era tanta que ocasionou muito stress e principalmente muitas doen\u00e7as f\u00edsicas como: tendinite, bursite, entre outras, pois as m\u00e1quinas Coluna Prime Artigo que ditavam o ritmo de trabalho, bem como a execu\u00e7\u00e3o do tempo estabelecido. Segundo Taylor, o homem s\u00f3 produzia um ter\u00e7o da sua capacidade dentro da empresa (MOTT; VASCONCELOS 2004).<\/p>\n<p id=\"\">Com o surgimento das m\u00e1quinas a vapor, da constru\u00e7\u00e3o de estradas de ferro, do surgimento de grandes ind\u00fastrias, come\u00e7ou-se a migra\u00e7\u00e3o de trabalhadores rurais para uma tentativa de uma vida melhor nas grandes cidades. Desta forma houve uma superlota\u00e7\u00e3o nas cidades, de forma que houve excesso de m\u00e3o de obra, para pouca demanda, ocasionando assim, muitos desempregos, muitas fam\u00edlias com dificuldades de se manterem financeiramente (SANTO; TADEUCCI, 2012).<\/p>\n<p id=\"\">A sociedade do conhecimento surge com o desenvolvimento da informa\u00e7\u00e3o, principalmente com o surgimento da globaliza\u00e7\u00e3o, onde h\u00e1 uma dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, em que a sociedade que as utiliza transforma em conhecimento. Com este salto no conhecimento, surgem novas t\u00e9cnicas, assim tamb\u00e9m \u00e9 estimulada a inova\u00e7\u00e3o no processo produtivo (SCHUMPETER, 2011; ADOLF; STEHR, 2017; STEHR, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Com a utiliza\u00e7\u00e3o da internet para uso comercial, criou-se uma concep\u00e7\u00e3o de valores, pois alterou-se a forma de se trabalhar, alteraram-se as ferramentas e as rela\u00e7\u00f5es sociais. Assim as m\u00eddias tradicionais s\u00e3o tamb\u00e9m conhecidas como a era da sociedade da informa\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 sendo superada pela nova sociedade, denominada \u201csociedade do conhecimento\u201d, onde o foco est\u00e1 nos ativos intang\u00edveis e onde as informa\u00e7\u00f5es passam a ter valor, se for aplicado ao conhecimento (VIEGAS, 2005).<br \/>Segundo Davenport (2000), h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o em que a informa\u00e7\u00e3o produzida por meios tecnol\u00f3gicos realmente atenda \u00e0s necessidades empresariais ou se somente produzem informa\u00e7\u00e3o por informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p id=\"\">Para Ramonet (1999), na sociedade da informa\u00e7\u00e3o, as premissas eram responder quest\u00f5es como: quem, quando, onde, o porqu\u00ea, entre outras quest\u00f5es. J\u00e1 atualmente as informa\u00e7\u00f5es somente s\u00e3o geradas, mas ainda n\u00e3o transformadas em conhecimento.<\/p>\n<p id=\"\">Esta nova sociedade alterou tamb\u00e9m o processo econ\u00f4mico, pois \u00e9 uma sociedade onde a chave \u00e9 o conhecimento, denominada tamb\u00e9m como sociedade p\u00f3s-capitalista. Assim, percebe-se que nesta sociedade o capitalismo est\u00e1 ganhando uma nova face, a fei\u00e7\u00e3o do intang\u00edvel, no qual s\u00e3o incorporados os conhecimentos relacionados \u00e0s empresas. Dessa forma percebe-se que os valores sociais s\u00e3o incorporados no conhecimento (ci\u00eancia) e na tecnologia (aplica\u00e7\u00e3o desta ci\u00eancia), gerando um novo capitalismo, uma nova economia, denominada \u201csociedade do conhecimento ou sociedade intang\u00edvel\u201d. (VIEGAS, 2005).<\/p>\n<p id=\"\">O objetivo geral deste estudo \u00e9 apresentar um referencial te\u00f3rico sobre a sociedade do conhecimento, dentro do termo intang\u00edvel cont\u00e1bil.<\/p>\n<p id=\"\">Para atender ao objetivo geral, os objetivos espec\u00edficos foram desmembrados em:<\/p>\n<p id=\"\">\u2022 Conceituar sociedade do conhecimento.<br \/>\u2022 Abordar os principais conceitos ligados \u00e0 sociedade do conhecimento.<br \/>\u2022 Discutir sobre a sociedade do intang\u00edvel.<br \/>\u2022 Abordar sobre o trabalhador do conhecimento.<\/p>\n<p id=\"\">O problema da pesquisa \u00e9 abordar qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o desta nova sociedade do conhecimento, tamb\u00e9m denominada intang\u00edvel com os ativos intang\u00edveis na contabilidade.<\/p>\n<p id=\"\">A justificativa se baseia no livro \u201cO Capitalismo sem Capital\u201d, em que um dos principais problemas da sociedade \u00e9 n\u00e3o entender a mudan\u00e7a constante dos ativos intang\u00edveis, o que resulta em desigualdade social, problemas de gest\u00e3o, problemas de crescimento econ\u00f4mico e estagna\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o. Desta forma, entender a sociedade intang\u00edvel \u00e9 tentar mensurar o capitalismo sem mensurar somente o investimento (capital)(HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Os ativos s\u00e3o considerados os bens e direitos das empresas, com o surgimento da contabilidade. Estes ativos eram os bois, as ovelhas, as galinhas, enfim, os animais do campo, os bens e direitos em geral, mas, com o passar do tempo, as empresas foram evoluindo, conforme a sociedade tamb\u00e9m evolu\u00eda. Assim chegou a era industrial, em que os ativos passaram a serem as m\u00e1quinas, computadores, os ve\u00edculos, caminh\u00f5es, as f\u00e1bricas, entre outros (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<br \/>Nesta sociedade, o homem \u00e9 o fator fundamental na empresa, em espec\u00edfico o capital humano, o conhecimento passa a ser um diferencial competitivo.<\/p>\n<h2 id=\"\">2 SOCIEDADE DO CONHECIMENTO<\/h2>\n<p id=\"\">Em meados na d\u00e9cada 60, Alvin Toffler e Daniel Bell, iniciaram o tema sobre a sociedade p\u00f3s-industrial. Com o advento da internet e da globaliza\u00e7\u00e3o, a mentalidade de assuntos abstratos, intang\u00edveis, tornaram-se cada vez mais aceitos pela sociedade da \u00e9poca (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Segundo Haskel (2018, p,17), \u201cos soci\u00f3logos abordaram uma sociedade em rede, uma economia p\u00f3s-fordista (\u2026), desta maneira surge a Economia do Conhecimento\u201d. Os economistas passaram a aderir a ideia de incorporar P&amp;D (Pesquisa &amp; Desenvolvimento) no modelo econ\u00f4mico empresarial (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<br \/>A Era do conhecimento se baseia na capacidade intelectual, na gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o. Para desenvolver o conhecimento, existem tr\u00eas pilares: o m\u00e9todo Kaizen (desenvolvido pelos japoneses, que \u00e9 o aperfei\u00e7oamento cont\u00ednuo dos processos, produtos e servi\u00e7os), explorar o conhecimento para desenvolver novos produtos, processos e servi\u00e7os, e o terceiro \u00e9 gerar inova\u00e7\u00e3o. Deste modo a empresa obter\u00e1 uma vantagem competitiva (BATOCCHIO; BIAGIO ,2012).<\/p>\n<p id=\"\">Ap\u00f3s a era industrial, surgiram teorias modernas como a sociedade do conhecimento.<\/p>\n<p id=\"\">Para Davenport (1998) o conhecimento \u00e9 algo simples, mas que modifica o que j\u00e1 existe, por meio do elemento humano. Drucker em seu trabalho The Age of Discontinuity (1968), em seguida Daniel Bell abordaram sobre o surgimento de uma nova sociedade p\u00f3s-industrial, denominada como sociedade do conhecimento. (ADOLF; STEHR, 2017).<\/p>\n<p id=\"\">Nico Stehr (2018), um soci\u00f3logo alem\u00e3o, abordou a \u201cTeoria da Sociedade do Conhecimento\u201d, onde o conhecimento \u00e9 o principal recurso produtivo econ\u00f4mico, e passa a ser tratado como uma forma de mercadoria, como um tipo de propriedade, desta forma o capital f\u00edsico se torna obsoleto, mas o conhecimento se transforma em lucro (FREITAS; HEIDEMANN; ARAUJO, 2020).<\/p>\n<p id=\"\">No livro \u201cCapitalismo sem Capital: a ascens\u00e3o da Economia Intang\u00edvel\u201d, de Jonathan Haskel and StianWestlake (2018), enfatiza que esta nova economia trabalha de forma antag\u00f4nica \u00e0 economia tradicional, portanto para analis\u00e1-las \u00e9 necess\u00e1rio utilizar ferramentas novas. No caso o ponto fundamental, n\u00e3o \u00e9 saber que esta nova economia existe e, sim, poder interpret\u00e1-la; poder e estimular a capacidade cognitiva; possuir um olhar no futuro, prevendo fluxos de caixa futuros, entendendo o abstrato, o intang\u00edvel, que \u00e9 a chave de tudo.<\/p>\n<p id=\"\">Esta nova vertente se forma com o foco n\u00e3o mais no capital em si, mas no capital humano, no conhecimento, no fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. \u00c9 a nova economia conhecida como intang\u00edvel, cujo foco principal \u00e9 o conhecimento, tamb\u00e9m chamado \u201cEconomia da Informa\u00e7\u00e3o\u201d, ou \u201csociedade de economia intang\u00edvel\u201d (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<h3 id=\"\">2.1 Sociedade da economia intang\u00edvel<\/h3>\n<p id=\"\">A economia funciona tanto com investimentos tang\u00edveis como os intang\u00edveis, como por exemplo, os softwares, marcas, patentes, rela\u00e7\u00f5es sociais, reputa\u00e7\u00e3o, o conhecimento interno, principalmente o conhecimento t\u00e1cito, em que levam tempo e recursos financeiros para a sua constru\u00e7\u00e3o (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">A palavra intang\u00edvel vem do latim tangere, que significa tocar, ou percept\u00edvel ao toque, ou seja, s\u00e3o bens que n\u00e3o podem ser tocados, s\u00e3o abstratos, sem corpo, assim como o conhecimento, uma base de dados por exemplo, em que mais pessoas podem usufruir do bem ao mesmo tempo (MARTINS, 1972; MIRANDA, 2016).<\/p>\n<p id=\"\">Peter Drucker (1993, p.16) \u201cvisava uma sociedade p\u00f3s-capitalista, em que o recurso f\u00edsico deixaria de ser o \u201ccapital\u201d e passaria a ser o \u201cconhecimento\u201d. Para o autor, o conhecimento \u00e9 visto como uma habilidade, como principal meio de produ\u00e7\u00e3o, superando o capital em si (MIRANDA, 2016).<\/p>\n<p id=\"\">Para Miranda (2016) \u201co conhecimento \u00e9 intr\u00ednseco a todas as etapas da vida humana. Esse conhecimento \u00e9 crescente ao longo dos s\u00e9culos, permitindo-o assumir o papel de principal condutor da sociedade no s\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n<p id=\"\">O conhecimento, ent\u00e3o, seria o elemento que est\u00e1 em tudo o que uma empresa faz, na forma\u00e7\u00e3o de um produto, nos processos, nas tomadas de decis\u00f5es. Produtos e servi\u00e7os de sucesso t\u00eam o conhecimento como o principal diferencial, sendo este o principal ativo de uma empresa na chamada Economia do Conhecimento. O valor n\u00e3o est\u00e1 somente no repasse do conhecimento, mas na sua aplica\u00e7\u00e3o, sua valoriza\u00e7\u00e3o ocorre quando esta aplica\u00e7\u00e3o gera resultados (VALLE, 2016).<\/p>\n<p id=\"\">O conhecimento aplicado em tecnologia que antes possu\u00eda uma forma f\u00edsica, como o exemplo de um motor, atualmente vem sendo incorporado a conceitos intang\u00edveis, como a marca. Isto \u00e9, sem forma corp\u00f3rea, como os bancos de dados, as marcas, patentes e principalmente pesquisa e desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o (P&amp;DI), sendo cada vez mais valorizados, desta forma agregando valor para as organiza\u00e7\u00f5es, auxiliando na inova\u00e7\u00e3o (MACEDO, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Uma estrutura flex\u00edvel, descentraliza\u00e7\u00e3o e delega\u00e7\u00e3o das atividades, apresenta\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es produzem um ambiente mais prop\u00edcio para a inova\u00e7\u00e3o, estimulando mais a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, tanto nas academias quanto nas empresas (MIRANDA, 2016).<\/p>\n<p id=\"\">A sociedade come\u00e7a a se desenvolver melhor quando h\u00e1 um salto no conhecimento, assim surgem novas t\u00e9cnicas e estimula a inova\u00e7\u00e3o no processo produtivo (SCHUMPETER, 2011).<\/p>\n<p id=\"\">Para Drucker (1993), a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de um conhecimento para a produ\u00e7\u00e3o de um novo conhecimento. O autor abordava o m\u00e9todo Kaizen, no qual focava em pequenas mudan\u00e7as constantes, para a obten\u00e7\u00e3o de uma melhoria cont\u00ednua. Para ele, caso uma organiza\u00e7\u00e3o focasse nos seus pontos fortes, haveria mais inova\u00e7\u00e3o, podendo esta ser intang\u00edvel.<\/p>\n<p id=\"\">Dessa forma, o que predomina nessa nova economia s\u00e3o os investimentos que possuem essa caracter\u00edstica intang\u00edvel. A pr\u00f3pria B3 (BRASIL, BOLSA, BALC\u00c3O, 2022), a Bolsa de Valores brasileira, faz parte dessa nova economia intang\u00edvel. Pois \u00e9 um ambiente digital, que utiliza a tecnologia (intang\u00edvel), para se comprar e vender a\u00e7\u00f5es, um ambiente abstrato, onde se tomam decis\u00f5es de compra e vendas, afetando o ambiente organizacional.<\/p>\n<h3 id=\"\">2.2 Ativos Intang\u00edveis<\/h3>\n<p id=\"\">No ano de 1998, Young abordou sobre os ativos intang\u00edveis nas pol\u00edticas p\u00fablicas. No ano de 2005, Corrado, Hulten e SicheL foram os primeiros a publicar sobre os investimentos em ativos intang\u00edveis em empresas americanas. Em 2006 Hulten levou o trabalho sobre os ativos intang\u00edveis para o Reino Unido (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Antigamente os ativos mais relevantes eram os ativos tang\u00edveis, considerados os ativos fixos, a mensura\u00e7\u00e3o era de coisas f\u00edsicas, como m\u00e1quinas, equipamentos, que faziam parte do Balan\u00e7o das empresas. Depois surgiram os ativos intang\u00edveis, sendo de dif\u00edcil mensura\u00e7\u00e3o para contadores e advogados (considerados como pessoas onipresentes do capitalismo financeiro), que em vez de utilizarem os \u201claptops\u201d passaram a avaliar de forma subjetiva, com seu capital intelectual (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">No Brasil o intang\u00edvel, a Lei n.\u00ba11.638\/2007 criou a nomenclatura intang\u00edvel, seguindo aos padr\u00f5es internacionais, o que antes era chamado de ativo permanente (BRASIL, 2007).<\/p>\n<p id=\"\">Conforme a Lei n.\u00ba 6.404\/1976, que disp\u00f5e das Sociedades por A\u00e7\u00f5es, inclu\u00eddo pela Lei n.\u00ba 11.941\/2009, os ativos de uma empresa s\u00e3o divididos em dois grandes grupos: ativo circulante (est\u00e3o em constante circula\u00e7\u00e3o at\u00e9 12 meses) e n\u00e3o circulante (ap\u00f3s 12 meses). O ativo n\u00e3o circulante \u00e9 dividido em quatro principais grupos: Realiz\u00e1vel \u00e0 Longo Prazo, Investimento, Imobilizado e Intang\u00edvel (BRASIL, 1976).<br \/>O grupo dos ativos intang\u00edveis foi introduzido no Brasil pela Lei n.\u00ba 11.638\/2007 (BRASIL, 2007). De acordo com o CPC 04 (R1), o ativo intang\u00edvel \u00e9 um ativo sem subst\u00e2ncia f\u00edsica, n\u00e3o corp\u00f3reo, imaterial, como, por exemplo, as marcas, patentes, as franquias, as concess\u00f5es, os direitos autorais, as licen\u00e7as de uso, os softwares, a constru\u00e7\u00e3o da tecnologia, licen\u00e7as, o direito de explora\u00e7\u00e3o, gastos com P&amp;D, treinamento, os gastos pr\u00e9-operacionais do in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, o Goodwill (\u00e1gio por expectativa de rentabilidade futura), entre outros. Esses tipos de ativos geram uma vantagem competitiva para a empresa (GELBCKE; SANTOS; IUD\u00cdCIBUS; MARTINS; 2018).<\/p>\n<p id=\"\">De acordo com o CPC 04 (R1), h\u00e1 tr\u00eas principais caracter\u00edsticas de um ativo intang\u00edvel, sendo que a primeira dever\u00e1 possuir uma identifica\u00e7\u00e3o; a segunda caracter\u00edstica \u00e9 que a entidade precisa manter seu controle; e a \u00faltima \u00e9 que precisa ter prov\u00e1vel benef\u00edcios econ\u00f4micos futuros associados a esse ativo.<\/p>\n<h3 id=\"\">2.3 Evolu\u00e7\u00e3o ativos intang\u00edveis<\/h3>\n<p id=\"\">A Figura 1 demonstra o n\u00famero de ocorr\u00eancias da palavra-chave \u201cIntang\u00edvel\u201d publicados em revistas cient\u00edficas, em que a base de dados era a Science Direct. Iniciando estudos sobre os intang\u00edveis, no ano de 1980, com menos de 20 publica\u00e7\u00f5es e chegando ao \u00e1pice no ano de 2016 com mais de 170 publica\u00e7\u00f5es. No ano de 2006, anterior \u00e0 Lei n.\u00ba 11.638\/2007, que introduziu o Intang\u00edvel no Brasil houve mais de 60 publica\u00e7\u00f5es internacionais (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<figure id=\"\" class=\"w-richtext-figure-type-image w-richtext-align-center\">\n<div id=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/uploads-ssl.webflow.com\/6214dec326198c68f0d6ed40\/63221f363b9038faf7a1b3c3_Capa-categoria-da-edicao-39-abracicon-saber_2.jpeg\" alt=\"\" id=\"\" width=\"auto\" height=\"auto\" loading=\"auto\"><\/div>\n<\/figure>\n<h3 id=\"\">2.4 Exemplos de ativos intang\u00edveis<\/h3>\n<p id=\"\">Os ativos intang\u00edveis est\u00e3o por todos os lugares. \u00c9 poss\u00edvel encontr\u00e1-lo nas academias, com a marca Bodypump\u00ae, onde \u00e9 um tipo de exerc\u00edcio que aplica intervalos de alta intensidades, mais conhecidos como HIIT, em que os participantes levantam pequenos pesos, conforme o ritmo das m\u00fasicas. Este tipo de exerc\u00edcio \u00e9 registrado como propriedade da Les Mills International, uma empresa da Nova Zel\u00e2ndia, fundada por um levantador de peso ol\u00edmpico chamado Les Mills, que percebeu que da sua ideia surgiu um produto, que poderia ser vendido para outras academias, atualmente o site da empresa estima 6 milh\u00f5es de participantes por semana (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">O exemplo do trabalho dos cientistas de um laborat\u00f3rio de uma ind\u00fastria farmac\u00eautica, para a produ\u00e7\u00e3o de novos medicamentos, em que aplicam recursos para produzir a patente ou adquiri-la, o investimento nesta patente ser\u00e1 recuperado a longo prazo, dependendo da qualidade e efici\u00eancia do medicamento, s\u00e3o exemplos de ativos intang\u00edveis, pois proporcionam benef\u00edcios ao longo do tempo (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Em meados do ano 2000, a economia foi impactada com os surgimentos dos sites \u201cpontocom\u201d. \u201cFoi nesse contexto que um grupo de economistas se reuniu em Washington em 2002 em uma reuni\u00e3o da Confer\u00eancia de Pesquisa em Renda e Riqueza para pensar em como exatamente medir os tipos de investimento que ficou conhecido como \u201ca nova economia\u201d. (HASKEL; WESTLAKE, 2018, p.17).<\/p>\n<p id=\"\">Esses investimentos nos intang\u00edveis chegaram a atingir um valor desproporcional dentro das empresas, como foi o caso da avalia\u00e7\u00e3o da Microsoft no ano de 2006, onde o valor de mercado chegou a US$250 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, mas seu valor cont\u00e1bil registrado no Balan\u00e7o Patrimonial era de a US$70 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, sendo US$60 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, era referente a Instrumentos Financeiros. Os ativos tang\u00edveis equivalia na \u00e9poca em 4% dos ativos da Microsoft. Segundo Haskel (2018), este \u00e9 o conhecido \u201ccapitalismo sem capital\u201d (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<br \/>Para Haskel et al. (2018, p. 18):<\/p>\n<p id=\"\">Pouco depois da confer\u00eancia, Charles Hulten vasculhou contas da Microsoft para explicar por que valeu tanto (Hulten 2010). Ele identificou um conjunto de ativos intang\u00edveis, ativos que \u201cnormalmente envolvem o desenvolvimento de produtos ou processos espec\u00edficos, ou s\u00e3o investimentos em capacidades organizacionais, criando ou fortalecendo produtos plataformas que posicionam uma empresa para competir em determinados mercados\u201d.<\/p>\n<p id=\"\">Os exemplos incluem as ideias geradas pelos investimentos da Microsoft em P&amp;D e design de produto, o valor de suas marcas, suas cadeias de suprimentos e estruturas internas, e o capital humano constru\u00eddo pela forma\u00e7\u00e3o. Embora nenhum desses ativos intang\u00edveis seja f\u00edsico da maneira que os pr\u00e9dios de escrit\u00f3rios ou servidores da Microsoft s\u00e3o, todos eles compartilham as mesmas caracter\u00edsticas dos investimentos: a empresa teve que gastar tempo e dinheiro com eles antecipadamente, e eles entregaram valor ao longo do tempo, assim a Microsoft foi capaz de se beneficiar. Mas eles eram tipicamente escondidos dos balan\u00e7os das empresas.<\/p>\n<p id=\"\">A mensura\u00e7\u00e3o de ativos intang\u00edveis era uma tarefa muito dif\u00edcil, tanto que contadores possu\u00edam muita cautela, e no in\u00edcio preferiam n\u00e3o realizar essa mensura\u00e7\u00e3o devido \u00e0 abordagem conservadora cont\u00e1bil, a n\u00e3o ser em casos excepcionais, quando havia venda destes ativos e havia diferen\u00e7a entre o pre\u00e7o cont\u00e1bil e de mercado (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<h3 id=\"\">2.5 Caracter\u00edsticas dos ativos Intang\u00edveis<\/h3>\n<p id=\"\">Existem caracter\u00edsticas distintas entre os ativos tang\u00edveis e intang\u00edveis. A primeira delas \u00e9, caso haja alguma crise, os ativos intang\u00edveis possuem mais dificuldades de recuperar os investimentos. Por exemplo, o custo do intang\u00edvel \u00e9 de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o na hora de uma aliena\u00e7\u00e3o, diferentemente do que ocorre com os ativos tang\u00edveis, como as m\u00e1quinas, ferramentas, etc., mesmo que as atividades sejam consideradas as mais espec\u00edficas, como no caso de tratores gigantes australianos utilizados para a minera\u00e7\u00e3o, como as sondas de perfura\u00e7\u00e3o utilizadas em submarinos, ainda assim conseguem ser vendidos em leil\u00f5es on-line. J\u00e1 os investimentos em P&amp;D s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem recuperados na venda, por atenderem \u00e0s necessidades espec\u00edficas de cada organiza\u00e7\u00e3o (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">A segunda caracter\u00edstica distinta entre os ativos tang\u00edveis e intang\u00edveis \u00e9 sua capacidade de controle. Os autores exemplificaram uma f\u00e1brica de flugelbinders (ponta pl\u00e1stica dos cal\u00e7ados), para manter a seguran\u00e7a da f\u00e1brica (ativo tang\u00edvel), a empesa investe em seguran\u00e7a, troca as fechaduras das portas, port\u00f5es e consegue punir caso algu\u00e9m tente invadir o local indevidamente.<\/p>\n<p id=\"\">Diferentemente do investimento em Ativos Intang\u00edveis, um projeto de P&amp;D, por exemplo, manter o segredo para evitar que copiem um novo design, ou evitar que o concorrente adquira um produto seu e realize uma engenharia reversa para analisar todas as etapas, evitar que outras empresas copiem suas ideias n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples, a viola\u00e7\u00e3o de patentes ainda \u00e9 algo de dif\u00edcil e demorada comprova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o simples quanto o controle de estranhos em uma f\u00e1brica (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">A terceira caracter\u00edstica distinta \u00e9 que os ativos intang\u00edveis h\u00e1 uma propens\u00e3o maior de serem escal\u00e1veis. A Coca-Cola por exemplo possui sede em Atlanta, seus ativos mais valiosos s\u00e3o intang\u00edveis, como as marcas, acordos de licenciamento e a receita secreta do xarope que faz a Coca-Cola.<\/p>\n<p id=\"\">A maior parte da fabrica\u00e7\u00e3o e venda s\u00e3o feitas por engarrafamento de empresas que assinaram um acordo para produzir o refrigerante, onde geralmente possuem f\u00e1bricas pr\u00f3prias, frotas de ve\u00edculos, entre outros aspectos log\u00edsticos, assim os ativos intang\u00edveis da Coca-Cola s\u00e3o escalados de Atlanta para o mundo, reduzindo assim o custo e expandindo a marca, vendendo em m\u00e9dia de 1,7 bilh\u00e3o de Coca-Cola ao dia (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">O investimento \u00e9 fundamental para movimentar a economia. Houve uma mudan\u00e7a na natureza do investimento, neste novo investimento n\u00e3o h\u00e1 uma face de rob\u00f4s, computadores, entre outras tecnologias, embora esse investimento em tecnologias possua um papel fundamental na hist\u00f3ria, os investimentos que v\u00eam ganhando for\u00e7a s\u00e3o os intang\u00edveis: ideias, conhecimento, softwares, marcas, patentes, redes de relacionamento, treinamentos, entre outros, enfim, n\u00e3o podem ser tocados. Investir tempo e recursos \u00e9 o que as empresas fazem (HASKEL; WESTLAKE, 2018).<\/p>\n<p id=\"\">Nessa nova sociedade, os profissionais ganhariam mais import\u00e2ncia, pois, a partir deles, a organiza\u00e7\u00e3o poderia ser vista, assim nasce uma sociedade dos detentores do conhecimento (DRUCKER, 2003).<\/p>\n<h3 id=\"\">2.6 Trabalhador do conhecimento<\/h3>\n<p id=\"\">Segundo Drucker (ano) o knowledgeworker (trabalhador do conhecimento) \u00e9 an\u00e1logo ao trabalhador industrial ou trabalhador de f\u00e1brica, do per\u00edodo capitalista. Esse trabalhador do conhecimento conhece muito bem sobre assuntos pertinentes \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o, sendo um especialista nisto, possuindo assim um alto n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, habilidades, sendo um especialista na resolu\u00e7\u00e3o de problemas, aplicando os seus conhecimentos (SPIRA, 2005).<\/p>\n<p id=\"\">Segundo Mayo (2003) o valor do capital humano est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 sua capacita\u00e7\u00e3o, que envolve muito mais que compet\u00eancia, habilidades, tempo de experi\u00eancia, talento, comprometimento.<\/p>\n<p id=\"\">Para Viegas (2005, p. 26), os principais atributos ou caracter\u00edsticas do trabalhador do conhecimento:<br \/>\u2026.Capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, mais do que de produ\u00e7\u00e3o de coisas concretas, objetos materiais; capacidade de usar mais a capacidade intelectual, do que as habilidades manuais para sobreviver; alto n\u00edvel de autonomia, sem necessidade de algu\u00e9m para monitorar ou dizer-lhe o que e como fazer; capacidade de manipular s\u00edmbolos; capacidade de produzir resultados de alta qualidade em tempo m\u00e9dio ou longo, ao inv\u00e9s de produtos (bens tang\u00edveis) em tempo muito r\u00e1pido; capacidade de lidar bem com processos e de criar respostas para problemas pr\u00e1ticos; capacidade de ter um conhecimento dif\u00edcil de duplicar e habilidade para aprender continuamente.<\/p>\n<p id=\"\">De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997), o conhecimento \u00e9 dividido em duas principais naturezas: o conhecimento t\u00e1cito e o expl\u00edcito. O conhecimento expl\u00edcito serve de base para o conhecimento t\u00e1cito, pois \u00e9 regrado, \u00e9 formal, h\u00e1 uma organiza\u00e7\u00e3o, etc. J\u00e1 o conhecimento t\u00e1cito e adv\u00e9m da experi\u00eancia, da pr\u00e1tica; s\u00e3o valores e cren\u00e7as pessoais, s\u00e3o habilidades; \u00e9 o conhecimento denominado intang\u00edvel. Esse tipo de conhecimento vem ganhando cada vez mais for\u00e7a na sociedade (VIEGAS, 2005).<\/p>\n<p id=\"\">Assim, percebe-se que, nesta nova sociedade do conhecimento, o capitalismo est\u00e1 ganhando a fei\u00e7\u00e3o do intang\u00edvel, no qual s\u00e3o incorporados os conhecimentos relacionados \u00e0s empresas. Dessa forma percebe-se que os valores sociais s\u00e3o incorporados no conhecimento (ci\u00eancia) e na tecnologia (aplica\u00e7\u00e3o desta ci\u00eancia), gerando um novo capitalismo, uma nova economia, denominada \u201csociedade do conhecimento\u201d (DAGNINO, 2006).<\/p>\n<h2 id=\"\">3 METODOLOGIA<\/h2>\n<p id=\"\">A metodologia utilizada quanto \u00e0 abordagem ser\u00e1 qualitativa, pois se baseia em palavras e discuss\u00f5es, e quanto \u00e0 natureza ser\u00e1 uma pesquisa b\u00e1sica. Segundo Prodanov et al. (2013), a abordagem com enfoque qualitativo, pois auxilia na coleta de dados e interpreta os fen\u00f4menos dando significado.<\/p>\n<p id=\"\">Para Gil (2008) a pesquisa b\u00e1sica est\u00e1 voltada para uma revis\u00e3o de conceitos; h\u00e1 um levantamento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p id=\"\">Quanto aos procedimentos, ser\u00e1 bibliogr\u00e1fica, pois ser\u00e3o utilizadas refer\u00eancias de livros, artigos, peri\u00f3dicos. Segundo Prodanov et al. (2013, p.54), cita exemplos de pesquisa bibliogr\u00e1fica:<br \/>Livros, revistas, publica\u00e7\u00f5es em peri\u00f3dicos e artigos cient\u00edficos, jornais, boletins, monografias, disserta\u00e7\u00f5es, teses, material cartogr\u00e1fico, internet, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo material j\u00e1 escrito sobre o assunto da pesquisa.<\/p>\n<h2 id=\"\">CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h2>\n<p id=\"\">O presente artigo descreve a sociedade do conhecimento atrav\u00e9s do vi\u00e9s cont\u00e1bil, enfatizando que a sociedade do conhecimento surgiu ap\u00f3s o per\u00edodo industrial (em que o homem era considerado como uma parte da m\u00e1quina), para ser um condutor do fator chave desta nova economia, que \u00e9 o conhecimento.<\/p>\n<p id=\"\">O tema central \u00e9 a sociedade do conhecimento, tamb\u00e9m conhecido como sociedade intang\u00edvel. Com a crise financeira global, surgiram algumas dificuldades relacionadas \u00e0 sociedade intang\u00edvel, entre elas a desconfian\u00e7a se haveria corrup\u00e7\u00e3o nas tecnologias. Nesta \u00e9poca o problema principal era consertar o problema financeiro que falhou, enquanto isso novas formas de capital estavam surgindo. O intang\u00edvel acaba superando o tang\u00edvel.<\/p>\n<p id=\"\">Esta sociedade do intang\u00edvel sempre ter\u00e1 interesses por tr\u00e1s, interesse dos acionistas, interesse dos stakeholders (fornecedores, clientes, funcion\u00e1rios, governo, etc.).<br \/>O problema da pesquisa foi atendido exibindo a rela\u00e7\u00e3o desta nova sociedade do conhecimento, tamb\u00e9m denominada intang\u00edvel com o ativo intang\u00edvel, que faz parte do ativo n\u00e3o circulante. O objetivo geral foi atendido, pois foi apresentado um referencial te\u00f3rico sobre a sociedade do conhecimento, dentro do termo intang\u00edvel cont\u00e1bil.<\/p>\n<p id=\"\">Nesta sociedade, os tipos de pesquisas elaborados n\u00e3o s\u00e3o neutros, pois incorporam valores sociais. E, no caso das empresas, o interesse \u00e9 aumentar o faturamento, aumentar os lucros, enfim, interesses econ\u00f4micos incorporados aos valores sociais, pois o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico n\u00e3o s\u00e3o neutros, sendo influenciados por valores morais no contexto social.<\/p>\n<p id=\"\">Nesta sociedade \u00e9 necess\u00e1rio constante aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento, n\u00e3o apenas possu\u00ed-lo, sendo um s\u00edmbolo de poder. O conhecimento adquirido pela experi\u00eancia \u00e9 algo intang\u00edvel, mas de imenso valor.<\/p>\n<h3 id=\"\">\u200d<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo A pesquisa busca trazer uma abordagem conceitual da teoria da Sociedade do Conhecimento, tamb\u00e9m conhecida como sociedade do intang\u00edvel. O objetivo geral deste estudo \u00e9 apresentar um referencial te\u00f3rico sobre a sociedade do conhecimento, dentro do termo intang\u00edvel no \u00e2mbito cont\u00e1bil. 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