Os cinco primeiros meses de 2026 trouxe para nós, profissionais da contabilidade, a certeza de algo que já está consolidado e que não pode mais ser tratado como uma tendência efêmera: a de que a Contabilidade brasileira vive um novo momento, momento este marcado pela modernização, pela internacionalização de suas atividades, pela valorização cada vez maior da classe contábil, pelo fortalecimento institucional e, sobretudo, pela compreensão de que o conhecimento precisa, necessariamente, ocupar lugar central nas ações que impactam a sociedade.
É nesse imenso cenário de diversas nuances e contextos que a atuação das Academias de Ciências Contábeis pelo Brasil afora tem se mostrado cada vez mais estratégica.
No caso da Abracicon, inúmeras foram as ações que ganharam vida nesse ano de 2026.
Além de nossas tradicionais reuniões institucionais, como a Assembleia Geral realizada em Brasília, que marcou a eleição da nova Diretoria para o quadriênio 2026/2029, também passaram a integrar definitivamente a agenda institucional da Abracicon temas importantes, como inteligência artificial, convergência internacional, sustentabilidade, atração de talentos e transformação digital.
Ao longo desse período, os movimentos conduzidos pela Academia revelam uma atuação marcante em missões internacionais e seminários estratégicos, demonstrando que a Contabilidade brasileira deixou de ocupar apenas espaços técnicos nacionais para assumir também um papel relevante nos fóruns globais sobre governança, sustentabilidade, inovação e transparência.
Além dos eventos realizados no Brasil, as conexões internacionais protagonizaram a nossa presença em Orlando e Lisboa, trazendo-nos a clareza de que a Contabilidade brasileira busca ocupar, cada vez mais, uma aproximação com entidades das Américas e da Europa, demonstrando maturidade institucional e visão estratégica.
Nessa linha, nossa agenda incluiu os lançamentos do podcast Saber Contábil em Movimento e da 3ª edição do Prêmio Saber Contábil, além da crescente integração entre as academias estaduais.
Essas iniciativas reforçam que não há fortalecimento institucional sem produção de conhecimento, assim como não existe profissão forte sem ciência e educação continuada. Mas entendo que o aspecto mais simbólico desse movimento seja a capacidade de união.
A Abracicon, os Conselhos de Contabilidade, as entidades representativas da classe contábil e as academias estaduais vêm demonstrando que o fortalecimento da profissão depende, antes de tudo, de uma harmoniosa convivência.
O Seminário de Planejamento Estratégico do Sistema CFC/CRCs evidenciou exatamente isso: integração institucional não é apenas discurso, mas condição necessária para os próximos passos rumo ao futuro.
A posse do contador Joaquim de Alencar Bezerra Filho na presidência do Conselho Federal de Contabilidade também simboliza o início de uma nova etapa, marcada pelo desafio de fortalecer ainda mais a representatividade da classe e ampliar o diálogo entre ciência, mercado, academia e sociedade.
Ao mesmo tempo, a atuação das academias estaduais (de Sergipe ao Amazonas, do Piauí ao Rio de Janeiro, de Minas Gerais ao Espírito Santo) demonstra que a produção científica e o pensamento contábil não se concentram mais em poucos centros, mas existe um movimento nacional de fortalecimento intelectual, cultural e institucional que amplia horizontes e democratiza oportunidades.
Mas, mais do que celebrar eventos, posses ou agendas institucionais, o que se testemunha neste momento é a consolidação de uma Contabilidade brasileira mais madura, mais integrada, mais científica e cada vez mais consciente de seu papel estratégico no desenvolvimento econômico e social do país.