Depois do medo, vem o mundo: uma trajetória contábil em construção
Depois do medo, vem o mundo: uma trajetória contábil em construção
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Depois do medo, vem o mundo: uma trajetória contábil em construção

Edição 54
ISSN: 2357/7428
Novembro/2025
10 min

Em 2022, aos 18 anos, vivi minha primeira grande conquista: ingressei na Universidade Federal de Pernambuco. Foram anos de dedicação intensa no ensino médio, em conjunto com o técnico e o cursinho, até aquele momento que parecia distante se tornar real.

Entrar na UFPE não foi apenas atravessar um portão, foi abrir os olhos para um mundo que eu ainda não sabia nomear, mas que logo aprenderia a amar. Meu primeiro contato com grandes mestres e doutores da Contabilidade transformou completamente a forma como eu enxergava a profissão. Para mim, a Contabilidade nunca foi apenas débito, crédito ou tributação. Desde o início, ela se apresentou como ciência, como análise, como investigação. 

A pesquisa contábil me atravessou de um jeito definitivo e apaixonante. Como todo caminho que vale a pena, o meu também veio acompanhado de desafios. Eu morava no Cabo de Santo Agostinho, muito distante da universidade. Eram cerca de duas horas de ônibus para ir e duas para voltar. 

A rotina era exaustiva, e a exigência da formação, intensa. Ainda assim, no segundo período, senti que precisava ir além da teoria: queria viver a prática. Foi assim que mergulhei nos estágios. Passei por quatro empresas, em áreas diferentes, buscando compreender a Contabilidade em sua pluralidade. 

Atuei no financeiro internacional, onde tive contato com fatores cambiais, e nas áreas fiscal e contábil, nas quais cresci de forma significativa. 

Em muitos momentos, encontrei líderes com visões duras, que tentavam desacelerar minha sede de aprender. Mas eu já sabia: conhecimento não se contém, se expande, e trajetórias são individuais. (…)

Artigo na íntegra