Um brinde à Era das Conexões!
É lugar-comum afirmar que vivemos a Era das Conexões. Nunca dispusemos de tantos meios para comunicar ideias, compartilhar conhecimento e aproximar pessoas, organizações e nações.
Contudo, permanece um desafio que considero essencial ao nosso tempo: transformar conexões em diálogo, diálogo em cooperação e cooperação em soluções capazes de responder aos complexos desafios da sociedade contemporânea.
É justamente nesse contexto que a Contabilidade reafirma a sua relevância. Ao longo das últimas décadas, a profissão ampliou, significativamente, seu campo de atuação, superando fronteiras antes inimagináveis e assumindo papel cada vez mais estratégico nos processos de governança, transparência e tomada de decisão.
Nesse contexto, tenho a plena convicção de que a Abracicon tem sido uma das expressões mais legítimas desse movimento. Ao longo dos últimos anos, não apenas acompanhamos as transformações do mundo contemporâneo, mas participamos ativamente delas.
Fortalecemos a presença da Abracicon em espaços de reflexão e decisão, ampliamos diálogos, consolidamos parcerias e reafirmamos o papel do conhecimento como instrumento de desenvolvimento social e institucional. Ao folhear esta edição da revista, o leitor encontrará um retrato desse trabalho coletivo.
Nossa agenda reuniu importantes deliberações institucionais e ampliou a presença internacional da Abracicon, com participação no Ifac Connect LATAM 2026, no Fórum de Lisboa, em encontros com as maiores empresas globais de auditoria e consultoria e em diálogos com a delegação da Província de Jiangsu (China). Também se destacaram a publicação de artigo no portal da Ifac, a homenagem ao professor Vicente Pacheco, a realização do Quintas do Saber, a participação em debates sobre ética, governança e educação e a celebração dos 80 anos do Sistema CFC/ CRCs no Congresso Nacional.
Também se destacaram o fortalecimento das conexões com as Academias estaduais, a participação nas posses das diretorias do CRCAL e da Alacicon e as iniciativas da Apicicon, voltadas ao diálogo entre Contabilidade e Direito e às discussões sobre inteligência artificial aplicada à gestão pública, reafirmando o compromisso da Academia com o conhecimento, a inovação e o desenvolvimento institucional. Ao observarmos o conjunto dessas iniciativas, torna-se evidente que o maior desafio do nosso tempo não é simplesmente acompanhar as mudanças, mas colocá-las a serviço do bem comum.
Chego ao entendimento de que o que transforma as conexões é a capacidade de convertê-las em conhecimento, cooperação, confiança e propósito.
Por isso, proponho um brinde à Era das Conexões, à ciência que aproxima, ao conhecimento que ilumina, às instituições que constroem pontes e às pessoas que dedicam seu talento e sua energia à construção de um mundo melhor, porque, ao final, são essas conexões humanas, intelectuais e institucionais, que permanecem como o mais valioso patrimônio de uma sociedade verdadeiramente comprometida com o progresso.